Meu desempenho

O meu desempenho como formador?! É uma boa pergunta e, como todas as boas perguntas, não tem uma resposta fácil. Posso ter uma percepção sobre o formador que sou, mas ela poderá estar errada e impregnada de subjetividade, deixando por isso de ser objetiva.

Algumas coisas consigo constatar:

Sou, por vezes, demasiado exigente. É minha postura que só com trabalho e uma boa dose de sacrifício podemos atingir (alguns) os objetivos propostos pelas unidades. Temos 25h para dar Linux? A sério? Isso dá para um enquadramento histórico e pouco mais. Isto requer muito e bom planeamento das sessões e iria resultar em aproximadamente 80% de trabalho autónomo. Se há coisa que um formando não é: “autónomo”. Ainda assim, contínuo a insistir para que pesquisem e desenvolvam muitas das competências autonomamente. Através de bons métodos de pesquisa, que constantemente lhes passo. Atenção que não dou “TPC’s”. Nenhuma atividade será realizada fora do horário da formação. Mas deixo claro que deviam completar as competências de forma autónoma.

Os formandos estão muitas vezes iludidos com o mundo da informática. Grande parte deles julga que um “normal” técnico de informática leva o dia a encaixar placas e instalar o Windows nos pc’s. Faz da sua experiência pessoal o panorama profissional. Não podiam estar mais errados. Os problemas que surgem em contexto profissional raramente são assim tão repetitivos e de resolução óbvia. Cabe a mim mostrar-lhes o que a minha experiência profissional me proporcionou. Eles acabam por perceber pois dou-lhes contantes exemplos de situações práticas e quais as soluções.

Sinto que gero, em termos gerais, empatia com os grupos. Sendo uma percepção dos sentidos posso estar errado. Há coisas que podemos melhorar, aprimorar gerar. Outras são intrínsecas à nossa personalidade e não podem ser geradas.