Eu e os outros

Somos um animal estranho. A área dos relacionamentos é algo que tento trabalhar constantemente. Sou uma pessoa honesta e transparente e isso traz-me problemas constantes. Tenho um coração grande e, de tão grande, às vezes mete-se à frente do cérebro e tapa-lhe a visão!

Além de grande é impulsivo. Uma mistura bombástica que faz rebentar algumas deceções. Sempre acreditei muito nas pessoas. Como desde cedo fui muito autónomo, o que os outros pensavam era problema deles, nunca me afetou muito.

Depois de 20 anos a trabalhar para mim próprio, saí desse conforto desconfortável e comecei o meu percurso de formador. Depois docente também.
Sempre me foram assinaladas características de líder de equipa. Como tenho facilidade em comunicar e sou muito extrovertido, acabo por ter grande à vontade com as pessoas.

Uma grande vantagem! Gosto de organizar tarefas e delegar competências.
Muitas das vantagens que tenho são soft skills e que muito me ajudam em sala.
Concordo convosco quando dizem que não podemos considerar formador uma profissão. Antes disso devemos ser profissionais em algo. Esse acho ser até um dos problemas principais da formação: muitos darem formação sem saberem fazer ao ponto que saibam ensinar.

Na instituição onde exerço a atividade de formador os primeiros 4 anos foram muito bons. O último foi péssimo. Despertei um pouco para a má fé de algumas colegas, que por não terem capacidade de se elevar por si próprias, não pensam duas vezes em derrubar os outros.

As relações humanas bem como as dinâmicas da nossa sociedade são muito interessantes. São assuntos sobre os quais gosto de ganhar conhecimento, pois ajudam-nos a exercer a nossa atividade em sala com mais sabedoria e discernimento.